Quando se pensa em notícia e em rádio, logo vem à cabeça que se trata de uma emissora AM, certo?
Ultimamente, errado. Pode-se considerar uma tendência, uma jogada de marketing, o que for, mas o que tem acontecido de uns anos para cá é uma tendência do Jornalismo de se popularizar. A migração, ou simplesmente a sintonia dupla entre AM e FM é um reflexo desse fenômeno.
O exe
mplo mais recente é o da Rádio Gaúcha, uma das mais – quiçá a mais – importantes emissoras de radiojornalismo do Rio Grande do Sul. Na última quarta-feira, ela inaugurou sua transmissão FM, na freqüência 93,7 MHz. Mas o que motiva essa modernização?
Segundo a Zero Hora, do mesmo grupo da Rádio Gaúcha, o objetivo é estar presente onde está o ouvinte. Como os aparelhos tecnológicos desenvolveram apenas a tecnologia FM, das rádios que rodam principalmente músicas, as rádios AM ficaram ultrapassadas. O problema é que agora não é só o público jovem que tem acesso a aparelhos de MP3 player e celulares com rádio. Os compradores vêm aumentando, e a audiência das rádios AM, diminuindo. Como os grandes grupos não são bobos, correm atrás da tecnologia.
A transmissão FM da Gaúcha é de excelente qualidade técnica. Quanto a isso, não há o menor motivo de reclamação. O conteúdo é o mesmo da AM. Aí, portanto, não há novidade. Mas e por que não? A RBS desenvolveu sua rádio FM alguns anos depois da Band, por exemplo, que atinge uma dimensão nacional com cobertura local – com todas as facilidades e dificuldades decorrentes disso – e, no entanto, não cria conteúdo novo como a concorrente. A Band News, versão FM da Band AM, nasceu com conteúdo próprio. Os repórteres são outros, embora os da AM possam ser aproveitados para a FM e vice-versa. Com isso, a Band já conquistou ouvintes
assíduos, que apreciam sua cobertura mais dinâmica e exclusiva para quem a ouve. O que não acontece na Rádio Gaúcha, emissora do maior grupo de comunicação do Rio Grande do Sul.
É uma evolução, sem sombra de dúvida, que acompanha o desenvolvimento da tecnologia e as necessidades dos ouvintes. Mas não é ainda a evolução total, pois não conta com cobertura própria. E é também uma jogada de marketing, pois lida com os interesses dos ouvintes e os benefícios financeiros que essa aprovação vai trazer.
* O CQC, da Band, dobrou sua audiência desde a estréia, em 17 de março. Na última segunda-feira atingiu seis pontos de média e picos de oito pontos, contra três no primeiro programa. Salve Marcelo Tas e companhia. Com isso, marcou posição no terceiro lugar do Ibope. A torcida do blog é para que chegue em breve à primeira posição.
Postado por Cris Rodrigues
















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