
Programas de debate funcionam na Internet. Por que não na TV aberta?
31 Outubro 2008
Entre os dias 20 e 25 deste mês, o Brainstorm 9, em sua “televisão”, a Braincast TV, veiculou uma série de conversas com o jornalista Marcelo Tas e a jornalista e política Soninha (AQUI, AQUI, AQUI e AQUI). Esses bate-papos foram postados em quatro blocos, de cerca de 10 minutos, e trazem discussões sobre como as eleições foram tratadas pela mídia, como os candidatos se posicionaram durante a campanha, a lei eleitoral – em especial no que diz respeito à internet -, jornalismo na internet, blogs, e por aí vai.
Não pretendo aqui discutir esses assuntos especificamente, mas o próprio debate. A troca de idéias entre referências no assunto é absolutamente necessária à heterogeneidade de opiniões, que possibilita, por sua vez, um avanço cultural na população. A internet tem servido cada vez mais a esse tipo de conteúdo, e a possibilidade de se explorar diversas mídias dentro de uma só, e a custos baixíssimos, estimula esse tipo de iniciativa.
Ao que me parece, tem dado certo. Não tive qualquer esforço em assistir aos 40 minutos de entrevista. Por que não ter também esse tipo de programação na televisão? A TV paga até traz algumas coisas nesse sentido, mas sua audiência é extremamente
restrita. Será que não haveria espaço na TV aberta para debates de alto nível, para entrevistas sobre temas da atualidade? O máximo que temos nas grandes emissoras é o Canal Livre, na TV Bandeirantes, escondido no fim da grade de programação e que trabalha com uma linguagem, um formato e temas que atraem apenas uma audiência muito limitada. O programa do Jô, por exemplo, está no outro extremo, tratando quase exclusivamente de banalidades.
Chegar a um formato que congregue discussões edificadoras e inteligentes com assuntos interessantes, debatidos de forma solta, como é costumeiramente feito na internet – caso desses episódios da Braicast TV -, pode sim dar resultado na TV aberta. A questão, além da coragem de apostar, é: interessa aos magnatas das comunicações estimular o pensamento crítico, o debate livre?
* Belíssima foto da capa da Folha de São Paulo de hoje, com Henrique Meirelles. Momento preciso, informação e sensação, fotojornalismo da melhor qualidade. O fotógrafo é Lula Marques.
Postado por Alexandre Haubrich




Olá Alexandre, descobri seu blog hoje, através desta postagem. Fico feliz em ver seu interesse em desenvolver a qualidade do jornalismo. Eu também sou estudante de jornalismo, só que da UFMG, em Belo Horizonte. Este ano, sou bolsista do Mídia em Pauta, que é um projeto de crítica de mídia desenvolvido junto ao curso de Comunicação. Fiz essa introdução porque o projeto, assim como você, tem um blog, onde a gente tenta desenvolver postagens comentando o que a mídia tem realizado. E além do blog, nós temos um programa de TV que é justamente de debates.
Gostaria de manter contato pra gente trocar experiências sobre jornalismo e as faculdades e mesmo pra ouvir críticas sobre o trabalho que a gente realiza – assim como você fala no seu post, procurar um formato interessante é excelente para o jornalismo, mas é também tarefa bastante difícil.
E continue com o ótimo trabalho do blog! Abraços!