
Ato falho
2 Julho 2009Hoje quem entrar na zerohora.com vai ver, como sempre, a suposta edição online do jornal impresso. Mas o estranho é que lá há uma matéria que não está na edição impressa: governo gaúcho simplifica o licenciamento ambiental. Não, não está na edição impressa, apesar de o site dizer que está, indicando até mesmo sua página fantasma. A tal página 19 – onde estaria – tem é um anúncio de cima a baixo do “saldão de balanço” do Carrefour.
Ok. Equívoco como esse acontecem a toda hora. Um errinho de grafia, um cargo trocado de um político, uma matéria que saiu da edição impressa mas esquecerem de tirar da edição online. E a gente aqui percebe isso, mas nunca fala, porque não é intenção do Jornalismo B tirar onda por causa de uma distração ou coisa assim. Particularmente, quando isso acontece até fico feliz, porque às vezes começo a acreditar que o jornal não é mais feito por seres humanos, e nessas horas fico aliviado de ver que não chegamos a esse ponto.
Mas esse errinho de hoje diz muito sobre a tal ZH. É realmente muito porco o serviço que este veículo presta em relação ao meio ambiente. Na verdade, esse equívoco de hoje demonstra de maneira radical como as pautas ambientais valem um pouco menos do que lixo para o jornal. Em primeiro lugar, a matéria entrou na editoria de economia, não de meio ambiente, e tem certo tom de celebração, como se a preservação natural fosse um obstáculo a ser vencido. Nenhum ambientalista foi entrevistado.
Não bastasse o serviço vagabundo da matéria, ela acaba nem aparecendo no jornal. Na hora de tirar matérias para caber um anúncio de página inteira do Carrefour, optaram por tirar esta.
Postado por Ale Lucchese

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Acho que não deviam criticar a Zero Hora embasados no processo de produção do jornal. Vocês não sabem como ele funciona.
É provável que isso tenha acontecido porque existem duas edições diferentes da ZH que circulam diariamente (pouca gente sabe disso). A que vai pro interior, que roda primeiro e tem menos anuncios, e a da Capital, que roda depois, é mais atualizada e tem mais anuncios. Algumas matérias que entram na primeira não entram na segunda (as vezes tem terceira, quarta, enfim…)
Valeu pela contribuição, Gabriel! Deve ser por isso mesmo. Independente do motivo, ficou demonstrada a (des)importância que o jornal atribuiu ao fato, tanto pela matéria mal apurada qto pela sua exclusão em pelo menos uma das versões impressas.