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	<title>Jornalismo B</title>
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		<title>Jornalismo B</title>
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		<title>Folha valoriza a História</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 22:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conhecer a História é o primeiro passo para não repetir os erros. Conhecer não apenas a nossa História, mas a do mundo, entender as consequências de cada ato, de cada gesto, dos momentos significativos. Descobrir as transformações causadas pela construção de um muro e o que gerou a sua derrubada poderiam evitar que outros muros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3122&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright size-full wp-image-3124" title="Mais" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/mais1.jpg?w=287&#038;h=516" alt="Mais" width="287" height="516" />Conhecer a História é o primeiro passo para não repetir os erros. Conhecer não apenas a nossa História, mas a do mundo, entender as consequências de cada ato, de cada gesto, dos momentos significativos. Descobrir as transformações causadas pela construção de um muro e o que gerou a sua derrubada poderiam evitar que outros muros fossem construídos. Muros reais ou ideológicos. Diante de tantos muros que precisamos urgentemente derrubar, a <em>Folha de S.Paulo</em> demonstrou perceber a importância de se compreender acontecimentos históricos como a queda do muro de Berlim, que completa hoje 20 anos.</p>
<p>O <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/inde08112009.htm">caderno <em>Mais!</em></a> é sempre um dos melhores do jornal. Mas o de ontem, com chamada na capa do jornal, conseguiu se superar, dedicada ao marco histórico que é hoje lamentado por uns, comemorado por muitos. Com a capa limpa e marcante, fez uma cobertura reflexiva e profunda.</p>
<p>A cobertura tem uma dimensão de grande reportagem de seis páginas e envolve nomes de reconhecimento indiscutível, independente de se concordar ou não com suas ideias &#8211; e é por isso que não traz um nome só. É o caso de Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores da atualidade. Não é uma figura importante apenas pelos livros vendidos ou pelo reconhecimento internacional. É importante pela ousadia, que a Folha soube reconhecer e destacar: o historiador afirma que a queda do muro precipitou o fim do século XX, alçou os Estados Unidos à condição de única superpotência mundial e trouxe uma onda de violência e desigualdade social. Ou seja, enquanto o mundo inteiro comemora, Hobsbawm ousa criticar.</p>
<p>E mais, aproveita o momento para relacioná-lo com a crise atual e ajudar a compreender o mundo em que vivemos. É uma leitura crítica da História. Com isso, a <em>Folha</em> demonstra que não se prende a convenções (não sempre), que foge do óbvio. E começa uma cobertura de alto nível, que vai trazer também opiniões em outros sentidos, todas muito contundentes e competentes.</p>
<p>Na página seguinte, uma entrevista muito bem executada, de perguntas muito boas, a Jutta Voigt, uma jornalista alemã que viveu a Berlim antes, durante e depois do muro.</p>
<p>Embora o jornal anuncie na capa do caderno nomes do porte de Ferreira Gullar, Cildo Meireles, Silviano Santiago e Eduardo Coutinho, seus depoimentos são curtos e não acrescentam muita informação. O de Ferreira Gullar, por exemplo, não passa de quatro frases, reunidas em muito poucas linhas. Seu nome não poderia ser colocado ao lado do de Eric Hobsbawm, que preencheu uma página com sua entrevista. Uma falha de um jornal que, mesmo quando acerta, quer valorizar ainda mais a qualidade de seu material e acaba prometendo o que não vai cumprir. Não precisava disso.</p>
<p>As fotos, a maioria em preto e branco &#8211; em um caderno que permite cores e as adota em detalhes da reportagem &#8211; compõem com o texto de forma equilibrada, coerente e esteticamente bonita.</p>
<p>Mas os 20 anos da queda do muro acontecem hoje, dia 9, e a <em>Folha</em> não esqueceu disso. Se ontem a cobertura foi voltada para uma reflexão sobre o significado do momento histórico e suas consequências, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0911200901.htm">hoje o foco foi mais factual</a>, e uma página de muita qualidade, escrita por uma enviada à Alemanha, apresentou as celebrações da Berlim atual.</p>
<p>* Enquanto isso, a <em>Zero Hora</em> chamou para o aniversário da queda do muro apenas na Contracapa do jornal de domingo, 8, e deu três páginas de informações soltas e desconexas. <img class="size-medium wp-image-3129 alignleft" title="Folha" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/folha1.jpg?w=300&#038;h=184" alt="Folha" width="300" height="184" />Deve-se considerar que a <em>ZH</em> é um jornal tablóide, quase metade do formato standard da <em>Folha</em>. Hoje, a <em>Folha online</em> dedicava sua capa ao tema, com diversos links interessantes. A <em>ZeroHora.com</em> nem lembrava na capa. Ou seja, nota-se uma clara diferença de valorização da História. É uma pena.</p>
<p><em>Postado por Cris Rodrigues</em></p>
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		<title>Só os blogs fazem jornalismo no caso Élton Brum</title>
		<link>http://jornalismob.wordpress.com/2009/11/06/so-os-blogs-fazem-jornalismo-no-caso-elton-brum/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 02:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Haubrich</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alma da Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[O assassinato de Élton Brum, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), está completando dois meses e meio. A cobertura feita pela imprensa gaúcha tem sido nula. Começou como defesa da Brigada Militar, passou a um esvaziamento do assunto, para chegar ao esquecimento final. O Correio do Povo desta sexta-feira voltou ao assunto, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3118&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O assassinato de Élton Brum, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), está completando dois meses e meio. A cobertura feita pela imprensa gaúcha tem sido nula. Começou como defesa da Brigada Militar, passou a um esvaziamento do assunto, para chegar ao esquecimento final. O Correio do Povo desta sexta-feira voltou ao assunto, mas de forma lamentável.</p>
<p>Tudo começou na quinta-feira, quando a Rádio Guaíba entrevistou o policial que teria assassinado Élton, Alexandre Curto dos Santos. Então o Correio, em uma pequena matéria (<a href="http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=115&amp;Numero=37&amp;Caderno=0&amp;Noticia=52716" target="_blank">AQUI </a>e <a href="http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=115&amp;Numero=37&amp;Caderno=0&amp;Noticia=52688" target="_blank">AQUI</a>), procurou resumir o que Alexandre dissera na entrevista. Até aí nenhum problema. O caso é que o Correio do Povo limitou-se a isso: reproduzir conteúdo, e ainda de forma parcial. Na verdade, resumir conteúdo de outro veículo, ainda que seja da mesma empresa.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3119" style="border:black 0 solid;" title="eltombrum21" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/eltombrum21.jpg?w=300&#038;h=225" alt="eltombrum21" width="300" height="225" />Com essa (falta de) atitude, o jornal prestou um enorme desserviço à população. Não fez qualquer trabalho jornalístico de investigação para checar (ao menos confrontar versões) se a história do policial é real. Algum apressado pode dizer que isso é trabalho para a polícia. Não é. É trabalho do jornalista e do veículo de imprensa checar a veracidade do que dizem suas fontes. É trabalho do jornalista e do veículo de imprensa confrontar versões, informar a população sobre fatos, não apenas sobre o que um policial acusado de homicídio alega.</p>
<p>Enquanto isso e enquanto grande parte da sociedade continua dando mais credibilidade aos grandes jornais do que aos blogs , observadores mais atentos puderam perceber que o blog <a href="http://almadageral.blogspot.com/2009/11/da-serie-quem-matou-elton-brum-como-se.html" target="_blank">Alma da Geral </a>postou um verdadeiro trabalho de investigação. Apresentou a matéria do Correio do Povo e em cima dela, trouxe novas informações sobre o assassinato de Élton. O post do Alma da Geral é intitulado “Da série ‘Quem matou Élton Brum’: como se constrói o imaginário coletivo”.</p>
<p>Em meio a “esquecimentos”, manipulações e omissões da grande imprensa, os blogs têm cumprido o papel de fazer o verdadeiro jornalismo no caso desse assassinato, enquanto a grande imprensa se limita a ser Relações Públicas dos assassinos. Está na hora de a sociedade repensar em quem deve confiar.</p>
<p><em>Postado por Alexandre Haubrich</em></p>
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		<title>A mídia latino-americana, por Cristóvão Feil</title>
		<link>http://jornalismob.wordpress.com/2009/11/05/a-midia-latino-americana-por-cristovao-feil/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 23:58:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
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		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
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		<category><![CDATA[Diário Gauche]]></category>
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		<description><![CDATA[Aconteceu nos últimos três dias em Porto Alegre um seminário intitulado Riqueza e Desigualdade na América Latina, como parte da programação da Feira do Livro, e coordenado pelo professor Antonio Cattani. O que o faz virar post do Jornalismo B é a palestra proferida por Cristóvão Feil, o sociólogo blogueiro do Diário Gauche.
Intitulada &#8220;Mídia e poder&#8221;, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3100&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="size-medium wp-image-3111 alignleft" title="Riqueza-Desigualdade" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/riqueza-desigualdade1.jpg?w=240&#038;h=188" alt="Riqueza-Desigualdade" width="240" height="188" />Aconteceu nos últimos três dias em Porto Alegre um seminário intitulado <em><a href="http://www6.ufrgs.br/ppgs/riqueza-desigualdade">Riqueza e Desigualdade na América Latina</a></em>, como parte da programação da Feira do Livro, e coordenado pelo professor Antonio Cattani. O que o faz virar post do <strong>Jornalismo B</strong> é a palestra proferida por Cristóvão Feil, o sociólogo blogueiro do <a href="http://diariogauche.blogspot.com/">Diário Gauche</a>.</p>
<p>Intitulada &#8220;Mídia e poder&#8221;, a palestra fez parte do painel &#8220;A questão do poder&#8221;. Cristóvão insistiu nos temas que a mídia alternativa aborda com frequência, mas que não é nunca ouvida. Falou na concentração dos meios de comunicação latino-americanos e nos prejuízos que ela acarreta. Partiu, para chegar nesse ponto, da ideia de que os fatos e acontecimentos do cotidiano não têm significado em si, que precisam ser narrados para ganhar significação. E isso se dá através de filtros ideológicos, que formam discursos de inteligibilidade baseados em sistemas de valores.</p>
<p>Ressaltou a importância da imagem na construção dos discursos em um país de 65% de analfabetos funcionais. Relacionado com o assunto, mas não diretamente, afirmou que está se dando um golpe de Estado pós-moderno, que visa instituir uma nova tirania sem tirano, ligada ao mercado. O mercado controlaria as políticas sociais, entre elas a comunicação.</p>
<p>Questionado por mim sobre o papel do PIG (Partido da Imprensa Golpista) na construção ideológica, foi muito enfático: o PIG é recheado de ideologia o tempo inteiro, ideologia que inverte a realidade. Perguntei também se a imprensa tinha o poder de transformar a sociedade ou se seu papel era de apenas representá-la. Não mencionei na ocasião, mas esse suposto poder de transformação é, no meu ver, o que faz com que chamem a mídia de Quarto Poder. Na voz de Cristóvão: &#8220;Não acho que a imprensa pode modificar alguma coisa, ela apenas chancela um pensamento que já é excludente, uma sociedade excludente&#8221;. O papel desempenhado seria, então, o de reforçar uma construção social, não de interferir para mudar seus rumos.</p>
<p>Dentro do tema do seminário, Cristóvão acredita que o PIG ainda vê a América Latina como um quintal, &#8220;como sempre viu&#8221;, e usa conceitos que não domina. Na falta do que dizer, de como classificar (e criticar), todos os presidentes se tornam &#8220;populistas&#8221;, por exemplo. Para ele, a imprensa é racista, preconceituosa com relação a Evo Morales.</p>
<p>Por fim, foi categórico: &#8220;a imprensa que está aí é imprestável, nem tem como democratizar isso aí&#8221;. Construir uma nova alternativa é o desafio que fica. E o papel dos blogs nesse processo não foi esquecido por Cristóvão Feil.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-3103" title="chávez por zh" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/chavez-por-zh.jpg?w=146&#038;h=210" alt="chávez por zh" width="146" height="210" />* &#8220;Não bastasse defender reeleições sem limite e cercear o trabalho da imprensa, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anda flertando com a bizarrice&#8221;. Começo de um editorial de algum jornal reacionário, certo? Errado. É, na verdade, o lead de uma matéria. A parte de ser um jornal reacionário estava certa, se trata da Zero Hora. Nem precisa de comentários, basta ler esse início e o título: &#8220;Sabe a nova do Chávez?&#8221;, sob a cartola &#8220;A receita do caudilho&#8221;. O texto tem meia página, uma caricatura horrorosa do presidente e não é assinado. <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2707277.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=13458&amp;section=1014">Está na página 30 da edição de hoje.</a></p>
<p><em>Postado por Cris Rodrigues</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jornalismob.wordpress.com/3100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jornalismob.wordpress.com/3100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jornalismob.wordpress.com/3100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jornalismob.wordpress.com/3100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jornalismob.wordpress.com/3100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jornalismob.wordpress.com/3100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jornalismob.wordpress.com/3100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jornalismob.wordpress.com/3100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jornalismob.wordpress.com/3100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jornalismob.wordpress.com/3100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3100&subd=jornalismob&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">chávez por zh</media:title>
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		<title>Profissão Repórter e o valor do jornalismo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 00:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São iniciativas como o Profissão Repórter de terça-feira que dão exemplos do alcance que o jornalismo pode ter. Tendo como tema &#8220;Reencontros&#8221; e tratando da busca de familiares desaparecidos, o programa chamou atenção principalmente por, em dois dos três blocos, ser autorreferencial, com pautas que surgiram a partir simplesmente da reação do público ao próprio [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3094&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>São iniciativas como o <em>Profissão Repórter</em> de terça-feira que dão exemplos do alcance que o jornalismo pode ter. Tendo como tema <a href="http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/2009/11/03/nesta-terca-reencontros/">&#8220;Reencontros&#8221;</a> e tratando da busca de familiares desaparecidos, o programa chamou atenção principalmente por, em dois dos três blocos, ser autorreferencial, com pautas que surgiram a partir simplesmente da reação do público ao próprio <em>Profissão Repórter</em>.</p>
<p>Após um bloco do <em>Profissão Repórter</em> de 9 de Setembro, que falava de trabalhadores do lixo (aliás, comentado <a href="http://jornalismob.wordpress.com/2009/09/10/uma-dignidade-rara/">AQUI</a>), o carroceiro Adílson foi reconhecido pelos familiares que tinha deixado há 18 anos, em sua cidadezinha natal no interior de Minas Gerais. A família entrou em contato com a produção do programa, que arranjou, documentou e exibiu o reencontro de Adílson com a mãe e as quatro irmãs. Sua acompanhante nessa jornada foi justamente Júlia Bandeira, uma das responsáveis pelo quadro a respeito do carroceiro no programa de Setembro.</p>
<p>No programa &#8220;Heliópolis&#8221;, de 6 de Outubro, a moradora da comunidade Simone Varjão concedeu uma curta entrevista ao P<em>rofissão Repórter</em>. No entanto, apenas a partir da imagem e de seu nome na tela, Simone foi localizada pelos meio-irmãos que a procuravam há 35 anos e cuja existência ela sequer conhecia. Quem acompanhou o reencontro foram Caroline Kleinübing e o próprio Caco Barcellos.</p>
<p>O que esses dois blocos têm em comum é o fato de que não foram apenas acompanhados pelo programa, mas possibilitados por ele- sem as reportagens anteriores, nada mostrado na última terça-feira poderia ter acontecido. É um valor social observável de maneira muito imediata e direta, diferente de grande parte do &#8211; correto &#8211; discurso acerca de &#8220;valor social do jornalismo&#8221;. O telejornal deixa de se mostrar como apenas um transmissor de notícias e passa a se assumir como criador de conteúdo, de reação, de resposta do público.</p>
<p>Resposta, aliás, que continua: no <a href="http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/">blog do <em>Profissão Repórter</em></a> já há muitos comentários do público pedindo ajuda na localização de parentes perdidos ou comentando a extensão da família Varjão. Isso também leva a uma constatação bem óbvia sobre a popularidade do programa, o que por sua vez gera um questionamento. Se faz sucesso, se tem resposta do público, se tem qualidade, o que falta para que haja mais iniciativas parecidas?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3095" title="blog prof reporter" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/blog-prof-reporter.jpg?w=450&#038;h=205" alt="blog prof reporter" width="450" height="205" /></p>
<p><em>Artigo de Luiza Monteiro</em></p>
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	</item>
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		<title>Juca Kfouri, a imprensa e Aécio Neves</title>
		<link>http://jornalismob.wordpress.com/2009/11/03/juca-kfouri-a-imprensa-e-aecio-neves/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 00:49:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Collor]]></category>
		<category><![CDATA[Juca Kfouri]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Henrique Amorim]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio a diversos comentários futebolísticos, o Blog do Juca Kfouri deu uma alfinetada das boas em matéria de política. Primeiro, divulgou a informação de que o candidato a candidato a presidente (como Juca corretamente o definiu) Aécio Neves, pelo PSDB, teria agredido sua acompanhante em uma festa. O governo mineiro desmentiu e Juca atualizou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3079&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright size-medium wp-image-3082" title="juca" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/juca1.jpg?w=300&#038;h=89" alt="juca" width="300" height="89" />Em meio a diversos comentários futebolísticos, o <a href="http://blogdojuca.blog.uol.com.br/">Blog do Juca Kfouri</a> deu uma alfinetada das boas em matéria de política. Primeiro, divulgou a informação de que o candidato a candidato a presidente (como Juca corretamente o definiu) Aécio Neves, pelo PSDB, teria agredido sua acompanhante em uma festa. O governo mineiro desmentiu e Juca atualizou o post noticiando o desmentido mas mantendo a posição. Isso foi no dia 1º de novembro, domingo.</p>
<p>Com base nisso, Juca propôs uma discussão muito válida. Que a imprensa cubra a vida do Aécio como não fez com a de Fernando Collor, em função de seus hábitos pouco ortodoxos. Em outro post, já na terça, dia 3 (hoje), criticou a mídia brasileira dita de esquerda, que precisa achar culpados para tudo, maniqueísta, para quem só existe dois lados. Chamou-a de medíocre, mas sem citar nomes.</p>
<p>Em <a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/default.asp#7712">entrevista ao Blog do Rovai</a>, Juca Kfouri confirmou o que havia dito, não alterou nenhuma informação e ainda esclareceu algumas que ficaram encobertas. Primeiro, sobre o Aécio, disse que todos já sabem de seu vício em drogas e que a imprensa não comenta. Depois, deu nome aos bois: a imprensa dita de esquerda que ele critica é Paulo Henrique Amorim. &#8220;Ele foi da juventude lacerdista e se calou na ditadura militar. Agora fica com aquele blog dele criticando todo mundo, mas trabalha na TV do bispo. Ele é todo patronal&#8221;, disse Juca.</p>
<p>Gostaria de me ater um pouco mais à questão do Aécio. Vou deixar o PHA para outro momento, desculpem-me os leitores, mas o espaço é curto.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-3084" title="aecio-neves-maria-tereza-correia-em" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/aecio-neves-maria-tereza-correia-em.jpg?w=179&#038;h=270" alt="aecio-neves-maria-tereza-correia-em" width="179" height="270" />De fato, a vida pessoal dos políticos pertence apenas a eles, em determinada medida. É uma questão bastante discutível. Dou um exemplo que ouvi em uma palestra certa vez. Se um prefeito é visto entrando em um motel, isso não pode ser noticiado porque não tem interesse público pelo fato em si. Mas se o fato vem acompanhado de alguns agravantes para a sociedade, como o horário ser em pleno expediente, o que significa que ele não cumpre corretamente com suas obrigações de prefeito, para as quais foi eleito, isso vira notícia.</p>
<p>E se ele está entrando em um motel fora do horário de expediente, sem nenhum agravante aparente, mas com uma mulher que não sua esposa? Isso é notícia? Pois bem, pode ser, sim. Aí fica a interpretação.</p>
<p>Na minha opinião, o fato de Aécio Neves usar cocaína (já vi documentários que comprovam, mas deixo o benefício da dúvida ao candidato a candidato) deveria, sim, ser noticiado. Não pela fofoca, pelo jornalismo-celebridade. Mas porque esse é um ponto importante que determina uma postura como cidadão. Uma postura frente ao mundo, que influencia diretamente na postura que ele vai adotar como governante caso eleito. Fora que é uma atitude ilegal, ainda que eu de<img class="alignleft size-medium wp-image-3083" title="presidente-collor1" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/presidente-collor1.jpg?w=240&#038;h=153" alt="presidente-collor1" width="240" height="153" />fenda uma abertura na política anti-drogas, com a descriminalização do consumo de boa parte delas.</p>
<p>O fato é que a imprensa se cala diante de um crime &#8211; que, enquanto ainda é crime, não pode ser cometido por um candidato a presidente. Resta o questionamento: se fosse um candidato do PSOL, por exemplo, qual seria o tratamento? Se fosse Carlos Minc, o excêntrico ministro do Meio Ambiente? Certamente seriam taxados e condenados. O PSDB ganha da imprensa o benefício da impunidade. O mesmo que elegeu Collor e ferrou com o país.</p>
<p><em>Postado por Cris Rodrigues</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jornalismob.wordpress.com/3079/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jornalismob.wordpress.com/3079/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jornalismob.wordpress.com/3079/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jornalismob.wordpress.com/3079/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jornalismob.wordpress.com/3079/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jornalismob.wordpress.com/3079/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jornalismob.wordpress.com/3079/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jornalismob.wordpress.com/3079/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jornalismob.wordpress.com/3079/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jornalismob.wordpress.com/3079/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3079&subd=jornalismob&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Contra a censura prévia</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 02:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[censura prévia]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S.Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[O Estado de S.Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[O editorial da Folha de S.Paulo de hoje tem uma postura muito digna, diferente da que o espaço vem assumindo de uns tempos pra cá. A discussão de hoje é sobre censura prévia a veículos de imprensa, um tema grave e que precisa ser discutido com a sociedade como um todo.
A Folha utiliza como mote [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3069&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-medium wp-image-3070" title="censura-estadao1" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/11/censura-estadao1.png?w=270&#038;h=238" alt="censura-estadao1" width="270" height="238" />O <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0211200901.htm">editorial da Folha de S.Paulo de hoje</a> tem uma postura muito digna, diferente da que o espaço vem assumindo de uns tempos pra cá. A discussão de hoje é sobre censura prévia a veículos de imprensa, um tema grave e que precisa ser discutido com a sociedade como um todo.</p>
<p>A Folha utiliza como mote a <a href="http://www.estadao.com.br/especiais/entenda-a-censura-ao-jornal-o-estado-de-spaulo-e-ao-site-estadaocombr,67545.htm">censura ao Estadão</a> imposta pela Justiça a respeito de matérias envolvendo a família Sarney. A partir disso, a Folha traz outros tantos casos recentes de uma arbitrariedade que se pensava cometida apenas em regimes ditatoriais. Pois em plena democracia, a Justiça determina que jornais e jornalistas se calem.</p>
<p>A distinção entre censura prévia e a punição posterior por calúnia, difamação ou outros crimes do tipo &#8211; que devem, esses sim, ser coibidos &#8211; é fundamental, ponto destacado pelo jornal. A punição vem por algo já dito, provado. Mas calar um jornal a priori é calar a sociedade sem um motivo, sem saber o que ela diria.</p>
<p>A Folha acrescenta ainda a informação de que essa situação está perto do fim, felizmente. Um acórdão do Supremo sobre o fim da Lei de Imprensa da época da ditadura deve conder peremptoriamente a censura prévia, princípio já afirmado pela Constituição &#8211; assusta pensar a quantidade de princípios não cumpridos.</p>
<p>De qualquer forma, a discussão a respeito se faz necessária. E deve ser realizada com a sociedade como um todo, não apenas pelos poucos veículos de comunicação que se gabam de ser grande imprensa e que estão em reduzidíssimas mãos. Aliás, esses veículos deviam discutir a imprensa também quando é ela a errada. Deveriam, em suma, discutir a si mesmos, não só quando são injustiçados, mas quando mentem, omitem ou impedem setores sociais de se expressarem. A imprensa precisa discutir a imprensa, todos os dias. Assim, a sociedade sairia mais consciente e crimes como a censura prévia teriam menos chance de acontecer. Estaríamos todos de olho.</p>
<p><em>Postado por Cris Rodrigues</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jornalismob.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jornalismob.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jornalismob.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jornalismob.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jornalismob.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jornalismob.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jornalismob.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jornalismob.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jornalismob.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jornalismob.wordpress.com/3069/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3069&subd=jornalismob&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Jornalismo desapaixonado</title>
		<link>http://jornalismob.wordpress.com/2009/10/30/jornalismo-desapaixonado/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 23:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[João Batista Natali]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornalismo internacional não é tarefa fácil. Nunca trabalhei como repórter da área, mas dá pra ter uma ideia só de observar e imaginar a rotina, e também por alguma parca literatura especializada. Uma das disponíveis é &#8220;Jornalismo Internacional&#8221;, de João Batista Natali, publicado pela Editora Contexto.

Infelizmente, a bibliografia é realmente escassa, e esse que é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3062&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Jornalismo internacional não é tarefa fácil. Nunca trabalhei como repórter da área, mas dá pra ter uma ideia só de observar e imaginar a rotina, e também por alguma parca literatura especializada. Uma das disponíveis é &#8220;Jornalismo Internacional&#8221;, de João Batista Natali, publicado pela Editora Contexto.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3064" title="mapa_mundi_politico" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/10/mapa_mundi_politico.jpg?w=450&#038;h=206" alt="mapa_mundi_politico" width="450" height="206" /></p>
<p>Infelizmente, a bibliografia é realmente escassa, e esse que é um dos livros que mais se destaca no gênero é bem fraquinho. Dá uma ideia bem geral do trabalho nas editorias de Mundo e da evolução, das transformações que esse trabalho sofreu. São de fato enormes. Talvez essa seja a área mais afetada no Jornalismo pela evolução da internet, que realmente revolucionou o Jornalismo Internacional.</p>
<p>O livro tem uma estrutura coerente, que passa pela definição de notícia, a história do jornalismo internacional, suas transformações e por fim exemplos práticos de coberturas. Bem certinho, como parece ser o autor. Certinho até demais. Conservador, eu diria.</p>
<p>O trabalho de Natali tem algumas falhas graves. A primeira, nem tão grave, aparece já na parte menos problemática ideologicamente, de recontar a história. Ok, a história não é estanque, permite diversas interpretações, então poderia causar problemas, mas convenhamos que eles são menos suscetíveis de acontecer do que na parte em que avalia a atuação do jornalismo efetivamente. As escolhas de fatos e de dados incluídos por Natali são meio estranhas. Alguns acontecimentos importantes foram deixados de lado e, mesmo os incluídos parecem pedir mais explicação. É insuficiente, pois.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-3065" title="capa_jorn_inter_grde" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/10/capa_jorn_inter_grde.jpg?w=177&#038;h=270" alt="capa_jorn_inter_grde" width="177" height="270" />Depois Natali critica a celebrização da mídia, com o que eu concordo com o autor, mas que é uma postura normal. Nenhum jornalista quer cobrir celebridade.</p>
<p>O problema maior é quando ele fala das paixões pertinentes ao profissional. Ele critica a paixão do profissional e seu engajamento em uma causa. Tem uma visão muito mecânica da profissão, acredita que a paixão atrapalha. Pois afirmo enfaticamente que a paixão deve estar presente no dia-a-dia do jornalista. Ela o motiva, o faz querer saber o que há por trás do fato, investigar, ir a fundo mesmo. É a paixão que move um repórter, que o faz ser o que é. Jornalismo desapaixonado não é jornalismo. Sem paixão, Eric Nepomuceno não teria ido à Nicarágua escrever sobre a revolução sandinista. Fernando Moraes não teria ido a Cuba escrever sobre a Revolução Cubana. Caco Barcellos não teria subido os morros cariocas para escrever a história de um traficante.</p>
<p>A falta de paixão está no livro de Natali. E ela, infelizmente, o empobrece. Para escrever sobre jornalismo, tem que ser apaixonado pelo tema. Como um repórter deve dedicar paixão a um assunto para que sua reportagem saia realmente boa, profunda.</p>
<p><em>Postado por Cris Rodrigues</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jornalismob.wordpress.com/3062/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jornalismob.wordpress.com/3062/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jornalismob.wordpress.com/3062/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jornalismob.wordpress.com/3062/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jornalismob.wordpress.com/3062/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jornalismob.wordpress.com/3062/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jornalismob.wordpress.com/3062/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jornalismob.wordpress.com/3062/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jornalismob.wordpress.com/3062/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jornalismob.wordpress.com/3062/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3062&subd=jornalismob&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Em debate, a democratização da comunicação</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 22:33:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Haubrich</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aconteceu ontem na livraria Letras e Cia mais um debate promovido pelo Jornalismo B, dessa vez com o tema “A importância de uma Conferência de Comunicação – novos caminhos são possíveis?”.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright size-full wp-image-3059" style="border:black 0 solid;" title="debate1" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/10/debate1.jpg?w=270&#038;h=360" alt="debate1" width="270" height="360" />Aconteceu ontem na livraria Letras e Cia mais um debate promovido pelo Jornalismo B, dessa vez com o tema “A importância de uma Conferência de Comunicação – novos caminhos são possíveis?”.</p>
<p>Muito mais do que a Conferência, Marcia Camarano (vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul) e Oscar Plentz (coordenador da POA TV) falaram sobre democratização da comunicação, o que ampliou os horizontes e enriqueceu o debate. A Conferência esteve presente como um marco, como uma lembrança de alternativa de discussão críticas com relação ao modelo de comunicação que temos.</p>
<p>Em sua primeira fala, Marcia já deu o tom que prosseguiu durante toda a conversa: “Na questão da terra e da comunicação vivemos em latifúndios. Poucos são donos de tudo”. E completou: “A Conferência não é só em relação ao jornalismo. A comunicação é um bem que afeta a toda a sociedade. Assim como lutamos por emprego, por saúde, temos que lutar por informações de qualidade”.</p>
<p>Oscar lembrou, em seguida, que não temos muitas experiências de comunicação comunitária no Brasil, e que essas experiências devem ser buscadas através da integração com os países latino-americanos.</p>
<p>Oscar bateu bastante na tecla da TV Digital, explicando que temos uma grande oportunidade, com ela, de democratizar ao menos um pouco a comunicação brasileira. Para ele, as novas tecnologias de modo geral produzem essa possibilidade, que deve ser bem aproveitada.</p>
<p>Após esse momento inicial, o debate ficou mais solto e, como era a proposta, transformou-se em um bate-papo, que contou com participação do público pelo nosso <a href="http://twitter.com/jornalismob" target="_blank">Twitter</a>, onde tivemos cobertura ao vivo.</p>
<p>É importante que pensemos de forma conjunta alternativas para democratizar a informação no Brasil. Democratizá-la não é apenas democratizar o acesso a ela, mas sua produção. Para isso, é preciso deixarmos de lado as diferenças e mantermos o foco nas semelhanças, nos objetivos comuns.</p>
<p>A Conferência e seu formato precisam ser aperfeiçoados, sem dúvida. Mas isso só poderá ser feito com a participação de toda a sociedade, de forma ampla, em todas as discussões, e conseguir isso não é fácil, principalmente quando os principais ativistas dessas ideias não conseguem unir-se, e eles mesmos viram as costas para conversas, debates e confrontos de ideias.</p>
<p>Mês que vem teremos outro debate promovido pelo Jornalismo B, com outro tema ligado à comunicação e, assim, de interesse de toda a sociedade. Esperamos que a participação seja mais intensa, e que consigamos construir possibilidades para mudar rumos com os quais não concordamos.</p>
<p><em>Postado por Alexandre Haubrich</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jornalismob.wordpress.com/3056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jornalismob.wordpress.com/3056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jornalismob.wordpress.com/3056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jornalismob.wordpress.com/3056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jornalismob.wordpress.com/3056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jornalismob.wordpress.com/3056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jornalismob.wordpress.com/3056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jornalismob.wordpress.com/3056/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jornalismob.wordpress.com/3056/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jornalismob.wordpress.com/3056/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3056&subd=jornalismob&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Debate &#8220;A importância de uma Conferência de Comunicação&#8221;</title>
		<link>http://jornalismob.wordpress.com/2009/10/27/debate-a-importancia-de-uma-conferencia-de-comunicacao-2/</link>
		<comments>http://jornalismob.wordpress.com/2009/10/27/debate-a-importancia-de-uma-conferencia-de-comunicacao-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 17:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Haubrich</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começa daqui a pouco, às 18h30, ao vivo da livraria Letras e Cia, em Porto Alegre, a cobertura do debate &#8220;A importância de uma Conferência de Comunicação &#8211; novos caminhos são possíveis?&#8221;
Os debatedores são Marcia Camarano, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, e Oscar Plentz, coordenador da POA TV.
Teremos cobertura minuto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3017&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Começa daqui a pouco, às 18h30, ao vivo da livraria Letras e Cia, em Porto Alegre, a cobertura do debate &#8220;A importância de uma Conferência de Comunicação &#8211; novos caminhos são possíveis?&#8221;</p>
<p>Os debatedores são Marcia Camarano, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, e Oscar Plentz, coordenador da POA TV.</p>
<p>Teremos cobertura minuto a minuto aqui no blog e no <a href="http://twitter.com/jornalismob" target="_blank">Twitter</a>.</p>
<p>Vai começar o debate, com formato modificado. Vai ser mais um bate-papo do que um debate ou palestra.</p>
<p>Pouco quórum, mas o show não pode parar.</p>
<p>Pessoal da POA TV aqui filmando.</p>
<p>Cris começando a explicar a ideia dos nossos debates e como funciona o trabalho do Jornalismo B</p>
<p>Marcia Camarano começa falando. Lembra que já participou aqui do debate sobre o diploma para jornalistas. Comenta que é interessante termos acompanhamento pela internet, apesar de não dominar conceitos da web. Diz também que a luta pela democratização da comunicação é antiga. &#8220;Na questão da terra e da comunicação vivemos em latifúndios. Poucos são donos de tudo. Lutamos há quase 3 décadas para mudar esse processo. Hoje eu vejo cada vez mais gente para lutar pela democratização da comunicação do que há 25, 30 anos&#8221;</p>
<p>&#8220;A Conferência não é só em relação ao jornalismo. A comunicação é um bem que afeta a toda a sociedade. Assim como lutamos por emprego, por saúde, temos que lutar por informações de qualidade&#8221;</p>
<p>&#8220;A grande mídia não fala nada sobre a Conferência. A sociedade não tem direito de ser informada, é deformada constantemente pelo que os donos dos grandes veículos dizem. Dizem o que se pode ou não ver. Estamos percorrendo um caminho que deve ir muito além do processo de Conferência. O objetivo não é fazer uma Conferência, é fazer com que as pessoas se dêem conta de que a comunicação deve ser democratizada&#8221;</p>
<p>Marcia passa a palavra para Oscar Plentz, coordenador da POA TV.</p>
<p>Oscar: &#8220;temos que fazer uma análise da comunicação que temos e da comunicação que queremos.&#8221;</p>
<p>&#8220;O Brasil não tem experiência de comunicação comunitária. É um grande desafio criar esse espaço. Criar não uma &#8216;TV alternativa&#8217;, ou uma &#8216;rádio alternativa&#8217;, mas uma alternativa de rádio e uma alternativa de TV.&#8221;</p>
<p>&#8220;Temos que buscar essas informações e experiências em outros países. No Uruguai, um terço da comunicação é dedicado à comunicação comunitária. Na Argentina agora estão tentando fazer isso. No Brasil talvez tenhamos 1%&#8221;</p>
<p>&#8220;A TV Digital é uma oportunidade para começarmos a reverter essa lógica. Temos que entrar na era da TV Digital com o pensamento em cumprir o que está na Constituição. Equilíbrio com relação a matérias locais, equilíbrio entre privado e público&#8230;&#8221;</p>
<p>Oscar Plentz está criticando a falta de democratização do espectro de TV e rádio. Fala do crescimento do espaço eletromagnético, que tem de ser melhor explorado.</p>
<p>&#8220;A TV a Cabo é uma forma de fraudar a Constituição em vários aspectos&#8221;</p>
<p>&#8220;A TV e o computador estão cada vez convergindo mais. Essa possibilidade técnica que aumenta deve ser usada para expandir a democratização da informação&#8221;</p>
<p>Marcia: &#8220;O Brasil é um país virado de costas para o nosso continente. As informações são essas totalmente distorcidas passadas pelos jornalões&#8221;.</p>
<p>Marcia: &#8220;Os movimentos sociais só saem hoje na página de polícia. Hoje, no Brasil, protestar é crime. Ser pobre é crime&#8221;.</p>
<p>Oscar: &#8220;A importância da Conferência é que estamos mobilizando mais pessoas nesse sentido. Fizemos um trabalho importante em Passo Fundo, com um debate amplo e qualificado, embora não tenha sido muito bem organizado&#8221;.</p>
<p>Oscar: &#8220;O Jornalismo B, por exemplo, é uma alternativa importante. Concordo com quase tudo o que falam. Poderíamos, por exemplo, fazer um programa na TV para expandir essa análise, falando de jornais&#8221;.</p>
<p>Oscar: &#8220;A qualidade do nosso jornalismo tem caído muito. O grau de informação e dedicação dos jornalistas é muito pequeno&#8221;</p>
<p>Oscar: &#8220;Precisamos cada vez mais de crítica de mídia, precisamos de espaços para analisar a imprensa&#8221;</p>
<p>Lembrando que amanhã teremos aqui no blog um post especial sobre o debate de hoje, inclusive com fotos e com a nossa análise do que está sendo discutido.</p>
<p>Marcia: &#8220;São os donos dos grandes veículos que escolhem os ministros da comunicação. Os grandes veículos não têm propostas para a Conferência, eles têm lobby&#8221;.</p>
<p>Marcia: &#8220;Teve muita gente que desanimou quando soube que teríamos só 40% dos votos, mais gente vai desanimar com os resultados dessa primeira Conferência. Mas o importante é que isso tudo seja discutido, que essas questões sejam levadas à sociedade. O importante são estes encontros&#8221;.</p>
<p>Marcia: &#8220;Não estamos numa briga fácil, que vamos vencer na primeira Conferência. Eles já estão estruturados, nós estamos começando agora a nos organizar&#8221;.</p>
<p>Oscar elogia as TV&#8217;s estatais, diz que ajudam a democratizar.</p>
<p>Marcia: &#8220;O bom é que os empresários também se engolem. Globo x Record, ontem a Record bateu na Folha de SP&#8230;Eles estão se matando e as pessoas estão vendo os podres de cada um deles&#8221;.</p>
<p>Pergunto se a Conferência está conseguindo cumprir o objetivo de levar essa discussão à sociedade, se a sociedade está se interessando realmente.</p>
<p>Oscar responde que em parte sim. Diz que os movimentos sociais e os sindicatos estão conseguindo se unir e discutir muito mais a questão da comunicação do que antes.</p>
<p>Marcia: &#8220;A gente está fazendo História. Essa briga, essa luta pela Conferência é histórica, e vão lembrar disso daqui a 40 anos. Esse é um momento histórico&#8221;.</p>
<p>Oscar: &#8220;Infelizmente perdemos muitos militantes porque as pessoas não entendem que é um processo lento&#8221;</p>
<p>Pergunto sobre a importância da internet e dos blogs para a Conferência e para a democratização da comunicação de modo geral. Marcia responde que &#8220;tem sido a nossa salvação. Mesmo que os grandes não queiram dar as notícias, nós encontramos outras formas de divulgar, como no caso de alguns protestos contra a Yeda. Estamos conseguindo, através desses meios, furar esse bloqueio&#8221;</p>
<p>Oscar responde que devemos lutar pela universalização da internet, como um direito fundamental do cidadão, para que todos tenham acesso às informações, por exemplo os blogs, que trazem informações diferentes e mais democráticas.</p>
<p>Vamos às colocações finais de cada um dos debatedores.</p>
<p>Marcia lembra que já temos propostas de vários setores da sociedade, mas ainda não temos nada da juventude.</p>
<p>Pergunta pelo twitter:  Sind. Jornalistas ou FENAJ aceitariam inscrições de blogueiros não-formados e de outras áreas e defenderiam-nos juridicamente?</p>
<p>Marcia responde que não, pois não considera os blogs um espaço jornalístico.</p>
<p>Discussão partiu para a questão do diploma, com os dois debatedores defendendo a obrigatoriedade. Vale lembrar que não é a posição do JB.</p>
<p>Vou colocar a questão do Helio Paz, pelo twitter,  sobre TV&#8217;s na internet, se não são mais democráticas, por terem acesso menos elitizado e mais e baratas.</p>
<p>Acho que não vai dar tempo.</p>
<p>Consegui. Oscar vai responder.</p>
<p>Oscar: &#8220;Cada vez é mais barato produzir para a televisão com qualidade. O equipamento é mais barato e avançado. Isso permita que a gente produza conteúdo de forma mais barata. Sobre os meios de distribuição: as TV&#8217;s estão em transformação, mas ainda teremos por um tempo a onda sendo transmitida direto para a casa das pessoas. As duas coisas vão acontecer ao mesmo tempo: a TV Digital e a TV pela internet. Precisamos avançar na questão da internet Banda Larga. Se conseguirmos avançar isso, realmente talvez deixe de ser tão importante a questão da TV Digital&#8221;.</p>
<p>Platéia: &#8220;A grande questão não é só como conseguir meios para produzir esse conteúdo, mas quem vão ser os donos desse espaço de TV Digital. Na internet não acontece isso&#8221;.</p>
<p>Vamos encerrando. Obrigado a todos que nos acompanharam. Amanhã, aqui mesmo, um post especial com a cobertura completa do debate, inclusive com fotos e nossas análises.</p>
<p>Aplausos, acabou.</p>
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		<title>Zero Hora e as eleições no Uruguai</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 18:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cobertura das eleições no Uruguai não é nenhuma maravilha, mas ela parece brilhante se comparada à do golpe de Honduras, a qual o Jornalismo B já analisou aqui. Refiro-me à Zero Hora e seus correspondentes internacionais, André Machado, reportando os acontecimentos no país vizinho, e Rodrigo Lopes, falando das peripécias golpistas de Micheletti na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3004&subd=jornalismob&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-3012" title="uruguai" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/10/uruguai1.jpg?w=210&#038;h=210" alt="uruguai" width="210" height="210" />A cobertura das eleições no Uruguai não é nenhuma maravilha, mas ela parece brilhante se comparada à do golpe de Honduras, a qual o <strong>Jornalismo B</strong> já <a href="http://jornalismob.wordpress.com/2009/09/25/cobertura-de-rodrigo-lopes-e-insossa/">analisou aqui</a>. Refiro-me à Zero Hora e seus correspondentes internacionais, André Machado, reportando os acontecimentos no país vizinho, e Rodrigo Lopes, falando das peripécias golpistas de Micheletti na terra de Zelaya.</p>
<p>Reconheço que falar das eleições é muito mais fácil, e nesse sentido poderia se esperar muito mais da cobertura. Um golpe é sempre um golpe, e geralmente impõe dificuldades. Mas nenhuma delas faz com que o repórter deva se tornar um defensor dos golpistas, muito pelo contrário.</p>
<p>A diferença maior entre os dois casos está no aspecto ideológico. Rodrigo Lopes é golpista, André Machado até que tem sido razoavelmente simpático ao esquerdista favorito José Mujica, candidato pela Frente Ampla, partido do atual presidente Tabaré Vasquez. Nada excessivo, é claro, mas digamos que tem se mantido dentro dos limites possíveis da isenção, respeitando o bom senso.</p>
<p>Os aspectos negativos de sua cobertura são jornalísticos mesmo. Essa coisa da Zero Hora ficar sempre procurando o gauchismo em tudo o que acontece no mundo às vezes força algumas matérias inúteis, sem sentido. É óbvio que a campanha acontece do lado uruguaio da fronteira, não precisa dedicar <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2695718.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=13384&amp;section=1015">meia página da cobertura (de ontem, domingo, dia 25) para dizer que em Santana do Livramento não tem cartazes</a>, os quais se encontram apenas em Rivera. Qual é a relevância disso para o cenário internacional e, já que o jornal é daqui, para o cenário brasileiro e gaúcho?</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-3009" title="brasil uruguai" src="http://jornalismob.files.wordpress.com/2009/10/brasil-uruguai.jpg?w=240&#038;h=155" alt="brasil uruguai" width="240" height="155" />Faria sentido falar na forma como os resultados eleitorais podem afetar nosso país e estado, em função das relações comerciais, culturais, intercâmbios de um modo geral que podem haver. Mas isso cabe em um box bem pequeno do jornal, e de forma bem mal feita, faltando vários elementos de análise.</p>
<p>A <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2695717.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=13384&amp;section=1015">entrevista com o ex-jogador gremista Hugo de León</a> é uma das piores coisas da cobertura, que quase chega a prejudicar a qualidade do <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a2695716.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=13384&amp;section=1015">texto principal da edição de ontem</a> &#8211; que descreve bem o cenário político e os candidatos principais para o parco espaço de que dispõe, embora ainda deixe o leitor meio confuso com relação à associação dos candidatos a seus respectivos partidos. Duas perguntas são sobre política, que poderiam ter sido melhor exploradas. Uma é sobre um gremista integrar o Partido Colorado, como se houvesse alguma contradição nisso. Até é compreensível a brincadeira, mas o espaço era tão curto para isso&#8230; E, por fim, a pior, se é mais difícil a vitória do Grêmio no Grenal ou do seu partido nas eleições (os colorados estão em terceiro nas pesquisas). Mais uma vez, desnecessário.</p>
<p><em>Postado por Cris Rodrigues</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/jornalismob.wordpress.com/3004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/jornalismob.wordpress.com/3004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/jornalismob.wordpress.com/3004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/jornalismob.wordpress.com/3004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/jornalismob.wordpress.com/3004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/jornalismob.wordpress.com/3004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/jornalismob.wordpress.com/3004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/jornalismob.wordpress.com/3004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/jornalismob.wordpress.com/3004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/jornalismob.wordpress.com/3004/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=jornalismob.wordpress.com&blog=1791716&post=3004&subd=jornalismob&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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